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21/02/2012 - Sinais de Alzheimer e AVC podem ser previstos na meia idade

A velocidade no caminhar e a força no aperto de mão podem indicar a possibilidade da pessoa, na meia idade, desenvolver Alzheimer ou sofrer um AVC (acidente vascular cerebral).

 Testes simples, como a velocidade de caminhada e a força do aperto de mão, podem ajudar os médicos a determinar probabilidades de uma pessoa de meia-idade desenvolver demência ou acidente vascular cerebral.  Esse é o resultado de uma nova pesquisa que foi realizada pela Academia Americana de Neurologia, que será apresentada na 64ª Reunião Anual  em Nova Orleans, em 28 abril de 2012.

"Estes são testes básicos de consultório, que podem fornecer insumos sobre o risco de demência e acidente vascular cerebral e pode ser facilmente realizado por um neurologista ou clínico geral", disse a Drª Erica C. Camargo.

Mais de 2.400 homens e mulheres, com idade média de 62 anos, foram submetidos a testes de velocidade de caminhada, força de aperto de mão e função cognitiva. Os scans do cérebro também foram realizados. Durante o período que durou 11 anos, 34 pessoas desenvolveram demência e 70 pessoas tiveram derrame.

O estudo descobriu que pessoas com uma velocidade mais lenta de caminhada, na meia idade, apresentam uma e meia vezes mais chances de desenvolver demência, em comparação às pessoas com maior velocidade de caminhada. O aperto de mão mais forte foi associado a um risco 42 % mais baixo de derrame ou ataque isquêmico transitório (TIA), em pessoas acima de 65 anos de idade, em comparação com aqueles com menor força. Este não foi o caso, no entanto, para as pessoas com idade inferior a 65.

"Apesar de fragilidade e de menor performance física em idosos terem sido associados a um risco maior de demência, não tínhamos certeza até agora como ele impactava as pessoas de meia idade", disse a Drª Camargo. Os pesquisadores também descobriram que a velocidade mais lenta na caminhada, foi associada com menor volume cerebral total e pior desempenho na linguagem, memória e tomada de decisões. O aperto de mão mais forte, foi associado com maior volume total do cérebro, bem como um melhor desempenho em testes cognitivos, pedindo às pessoas para identificar as semelhanças entre os objetos. "Mais pesquisas são necessárias para entender por que isso está acontecendo e se a doença pré-clínica poderia causar caminhar lento e diminuição de força", disse a Drª Camargo.

Saiba mais sobre a demência e acidente vascular cerebral em http://www.aan.com/patients .

O estudo foi financiado pelo National Heart, Lung and Blood Institute’s Framingham Heart Study, pelo National Institute of Neurological Disorders and Stroke e pelo National Institute on Aging.

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